SEQUÊNCIA DIDÁTICA: DO ÍNICIO AO FIM (incompleto)

A elaboração da Sequência Didática foi o ponto de partida do estágio. Antes das observações, refleti sobre possíveis temas de acordo com as habilidades previstas na BNCC para 8° e 9° ano, levantei algumas ideias, como trabalhar literatura adaptada, resenha de filme e feira culinária, porém as observações foram cruciais na escolha do tema. Conheci algumas turmas, pude constatar perfis e níveis diferentes, e como escolhi as turmas de acordo com o horário disponível, tive que pensar em adaptar a proposta de estudos com as turmas. 
Inicialmente, iria trabalhar com duas turmas do 8° ano, assim eu poderia fazer uma única SD e comparar o desenvolvimento das turmas, todavia não foi possível, acabei ficando com uma turma do 8° e outra do 9° ano, uma coisa que me deixou apreensiva, afinal a BNCC prevê habilidades diferentes para cada ano, seria muito difícil trabalhar duas SD, mas ao conversar com meu professor supervisor, concluímos que uma SD bastaria, o motivo é interessante, na verdade: apesar de serem de anos diferentes, a partir das minhas observações, questionei o professor se eu estava certa em avaliar a turma do 8° mais "avançada", se equiparando e até mesmo ultrapassando a do 9°, isso porquê a turma 8° é bem mais aberta as propostas e engajada, ponto importante para o ensino e aprendizagem de qualquer matéria, diferente do 9° que tem um perfil difícil, não possuem o mínimo interesse nas aulas, não participam, o sentimento é de como estar ensinando pedras. O professor Fábio salientou que minha percepção talvez se devesse ao perfil comportamental das turmas, mas que eu saberia o nível linguístico na regência. Pensei que seria uma boa, eu poderia aplicar a mesma SD e comparar o desenvolvimento de turmas de anos diferentes, se o 9º requeresse "subir" o nível, eu poderia adaptar as aulas.

Dessa forma, comecei a planejar a Sequência Didática, minha inclinação sempre foi a feira culinária, mas a partir do que observei, já sabia que não seria um desafio instigando, uma atividade difícil mais produtiva, seria apenas impossível, eu senti que isso poderia ser algo prejudicial aos alunos, então eu adaptei, acho que essa seria a palavra que definiu todo meu estágio: ADAPTAÇÃO.

Eu tive que me mudar de estado, assim que eu soube da mudança, já sabia que não haveria mais estágio, eu trancaria a faculdade, no fim, deu certo, mas eu tive apenas um mês para fazer tudo. Eu realizei a prática do estágio com minha colega de aula, Suzanne Rodrigues, tivemos alguns desentendimentos, do inicio ao fim, mas deu certo, deixo claro que a partir daqui, os relatos serão a partir da minha perspectiva, sendo escrito em primeira pessoa, porém, tudo foi realizado em conjunto, a colaboração da Suzanne foi importante para realizar NOSSO trabalho.

Bom, tudo aconteceu muito rápido, mas fizemos nosso melhor com o que tínhamos. Com o tema decidido, tivemos que pensar qual metodologia usar e delimitar nosso conteúdo. A ideia inicial era viajar o mundo dentro da sala de aula, conhecer países que tem a língua inglesa como nativa, focando na culinária, isso nos ajudaria a explorar o conceito de língua franca, abrir o horizonte da multiculturalidade e aprender a língua inglesa, faríamos isso explorando os países através do mapa mundi, vídeos e fotos, e introduzindo a língua, para aprender vocabulário culinário e estruturas descritivas, já que nossa ideia de produção final era um pequeno texto descrevendo brevemente o país e uma comida típica. Estávamos animadas, mas logo vimos que não seria possível, e lá fomos nós nos adaptar e criar uma SD que seria atrativa e desafiadora, mas um desafio possível de concluir, nós teríamos que criar uma base para desenvolver as habilidades necessárias. 

Acabamos escolhendo o gênero textual "receita", mas não queríamos que fosse monótono, então expandimos e inserimos o viés cultural. Como tínhamos 8 aulas com cada turma, sendo 2 por dia, estruturamos a SD em 4 etapas, os 4 encontros que teríamos. Deixarei aqui o link para acessar o arquivo da SD completo, é necessário ler antes de seguir para a próxima parte.


Agora, veja como desenvolvemos nossa ideia visualmente através da apresentação utilizada durante as aulas.

Pode parecer que foi simples e que conseguimos fazer tudo o que pensamos desde o início, não foi nada disso. A cada encontro que tínhamos, vimos a necessidade de mudar de direção e adaptar tudo, a primeira aula em cada turma foi muito importante, foi nela que conseguimos analisar os perfis e prever as dificuldades, a turma 82 foi muita boa, engajaram bastante, nos sentimos satisfeitas com a aula, aquela sensação de dever cumprido. Já a 92 foi um baque, uma quebra de expectativas, enfrentamos dificuldades não só com a nossa proposta que não gostaram nem um pouco, o principal obstáculo foi o controle de sala de aula, nos sentimos pequenas diante dos alunos, mas o que poderíamos fazer? Melhorar e seguir de cabeça erguida! Tivemos que adotar uma postura mais firme e achar "brechas" para que participassem mais, tivemos que aprender aos trancos como controlar sem ser abusivas e conciliar com uma postura encorajadora, para que tentassem aprender e interagir. Como dito inicialmente, minha ideia era comparar as turmas, e eu esperava ter que adaptar as aulas para o 9º, mas não foi necessário, foi exatamente ao contrário, nós tivemos que reforçar as explicações pois o 9º teve mais dificuldade com o conteúdo.

Eu enfrentei certa dificuldade para elaborar a SD e planos de aula no início, parecia uma formalidade, mas com ajuda dos textos disponibilizados foi me encaminhando, não afirmo que me sinto preparada para continuar fazendo isso, nesse estágio e acabei caindo no abismo que tem entre a teoria e prática. É como se eu não conseguisse fazer uma ponte, pois não sei aplicar a teoria, e eu nem me culpo tanto pois tenho consciência que isso se aprende na prática mesmo e principalmente porque os alunos não são imaginários, eles não vão agir da forma que eu idealizo, esse é um termo importante, pois na teoria eu podia idealizar desde os acertos até as dificuldades, e não foi nada disso, pois eles são humanos, e cada um de nós é único, são múltiplas bagagens socioculturais, a sala de aula é uma mistura imprevisível. Deixarei registrado a minha maior dificuldade como profissional até agora, eu não sei como avaliar meus estudantes, não sinto que consigo observar as dificuldades deles além do objetivo, que seria errar uma palavra, eu não consigo enxergar o motivo, o que tem por trás, me sinto frustrada.

A Sequência Didática foi um divisor de águas, é um modelo muito bom para o meu tipo de ensino e aprendizagem, posso dividir por etapas focadas em objetivos específicos que contemplam um objetivo geral final, acredito que ainda tenho muito para estudar e para aperfeiçoar. Meu objetivo será aprender a avaliar, dar feedback e utilizar as informações para aprimorar minhas aulas e ajudar meus estudantes a aprender a língua inglesa de forma dinâmica e eficaz.







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